O que é ICO? Entenda para que serve e como funciona neste guia

Qui, 19 de abril de 2018 às 10:03

Termo tem se tornado cada vez mais popular em sites relacionados a criptomoedas e mercados financeiros e é uma das principais tendências do mundo digital. Descubra do que se trata!

Você sabe o que é ICO? O termo tem se tornado cada vez mais popular em sites relacionados a criptomoedas e mercados financeiros. No entanto, entender o que essa sigla em inglês significa não se resume a simplesmente fazer uma tradução do termo.

ICO, em inglês, é uma abreviatura para Initial Coin Offering, que em tradução direta seria algo como Oferta Inicial de Moeda. Na prática, esse mecanismo é utilizado para financiar o desenvolvimento de criptomoedas, na expectativa de obter capital para que o projeto se torne realidade.

Entendendo uma oferta inicial de moeda

Uma sigla muito conhecida do mercado financeiro é a IPO, que significa Oferta Pública Inicial. Quando uma empresa vai abrir o seu capital na Bolsa de Valores, se diz que ela fará uma oferta pública inicial das suas ações, na tentativa de se capitalizar. Fazendo uma comparação com o ICO, a linha de raciocínio é parecida.

Quando um ICO é aberto, os desenvolvedores do projeto oferecem aos investidores algumas unidades de uma nova moeda em troca de Bitcoins ou Ethereums, duas moedas virtuais que estão entre as mais populares na atualidade. Os interessados adquirem essas novas moedas e permitem que os desenvolvedores levantem o capital que precisam para fazer com que o projeto siga adiante.

Outra comparação que podemos fazer é com os títulos. Um token recebido por um investidor em um ICO nada mais é do que um título que lhe garante os benefícios advindos daquela aposta financeira caso o projeto em questão siga adiante. Há quem diga, inclusive que os ICOs podem se tornar os títulos e as ações do futuro.

Como se encontra informações sobre um ICO

Não há um lugar que centralize as informações sobre ICOs, uma vez que esse mecanismo não é regulamentado por nenhuma entidade governamental. No entanto, fóruns como o Bitcointalk costumam ser uma referência para os investidores. Nele é possível encontrar whitepapers e detalhes sobre um determinado projeto, além do contato direto com os proponentes do ICO.

O sistema, em outras palavras, se assemelha a um financiamento coletivo: alguns investidores podem receber recompensas, parte do valor é destinado ao pagamento dos desenvolvedores ou a campanhas publicitárias e o restante é utilizado para fazer com que o projeto siga adiante. Os valores investidos em Bitcoin, nesse caso, são a garantia para todos os envolvidos.

Se o projeto for bem-sucedido, as criptomoedas entram no mercado e os investidores recebem uma parcela proporcional ao que investiram. A partir de então eles poderão trocá-las, vendê-las ou guardá-las em sua carteira, como bem entenderem.

Uma inovação relativamente recente

As primeiras informações de ICO que se tem notícia datam de 2013, quando a Ripple Labs começou a desenvolver um sistema de pagamento chamado Ripple, criando cerca de 100 bilhões de tokens XRP. Os tokens foram vendidos e ajudaram o financiar o projeto da plataforma e o valor arrecadado foi de cerca de US$ 1 milhão.

O ICO mais famoso até o momento é o Ethereum, lançado em 2014. À época, 1 ETH valia cerca de 0.0005 Bitcoin e, com isso, a Fundação Ethereum conseguiu angariar um valor de quase US$ 20 milhões para o desenvolvimento da criptomoeda.

Em 2017 e especialmente em 2018, com a explosão da valorização dos Bitcoins, as criptomoedas entraram em pauta na TV, nos jornais e em outros veículos que habitualmente não fazem a cobertura sobre o tema. Isso despertou o interesse de muitas pessoas que até então desconheciam esses mecanismos.

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